QUALIS B4 | Volume 4 Edição nº 12 - Maio/2014 | ISSN 2178-1486
Apresentação

Web-Revista SOCIODIALETO

 

www.sociodialeto.com.br

 

Grupo de Pesquisa e Estudos Sociolinguísticos e Dialetológicos - UEMS (GPESD-UEMS)

 

http://www.gpesd.com.br/

 

Mestrado em Letras • UEMS / Campo Grande

 

Bacharelado em Linguística e Licenciatura em Letras • UEMS/Campo Grande

 

ISSN: 2178-1486

 

Avaliação do Qualis CAPES - 2013 

 

ÁREA CAPES - Letras/Linguística 

 

CLASSIFICAÇÃO - B4 

  

ÁREA CAPES - Interdisciplinar 

 

CLASSIFICAÇÃO - B5 

 

A Web-Revista SOCIODIALETO é uma publicação eletrônica (ISSN 2178-1486) quadrimestral, sem fins lucrativos, com difusão gratuita na Internet via a World-Wide Web. Iniciativa do Cursos de Bacharelado em Linguística e Licenciatura em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Campo Grande. Com a aprovação pela CAPES do Mestrado em Letras a Web-Revista SOCIODIALETO passou a ser uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Letras – UEMS e visa, principalmente, ser uma fonte de consulta e de divulgação na língua portuguesa para alunos e professores de graduação e pós-graduação.

 

A Web-Revista SOCIODIALETO a partir de Fevereiro de 2012 está indexada no DOAJ - Directory of Open Access Journals, base de pesquisa mantida pela Lund University, da Suécia.

 

Neste 4º Volume Número 12 agradecemos aos nossos Colaboradores que fazem essa Web-Revista por meio de seus textos/artigos.

 

Para cumprir determinação dos Indexadores houve a correção dos números de volumes e edições. Cada Volume refere-se ao ano da Revista e a Edição refere-se à Publicação dentro daquele ano.

 

APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO ESPECIAL (Volume 4, Edição nº 12)

 

No mês de março deste ano, fui tomada por uma grande surpresa: o convite para organizar essa edição da Revista Sociodialeto, em homenagem a Fernando Tarallo. A surpresa, de imediato, ganhou forma de contentamento, embora um contentamento tímido, porque tomado por um misto de receio, de compromisso e de enorme responsabilidade.Isso, no primeiro momento,por se estar substituindo Dr. Dercir Pedro de Oliveira, professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, nome representativo no meio acadêmico e aos estudos linguísticos brasileiros, falecido no dia 07 de janeiro do ano em curso, convidado “legítimo” para a organização da edição que ora apresento. No segundo momento, tocou-me o peso do nome do homenageado: Fernando Tarallo, professor da UNICAMP, grande estudioso da ciência da linguagem, que a morte ceifou-lhe a vida nos anos 90, em pleno vigor da idade e no auge de sua produção intelectual.

Não conheci Tarallo, senão por meio de seus trabalhos que me credenciam a avaliar como merecida a homenagem a ele prestada pela Sociodialeto, e a afirmar que ele continua vivo nos seus escritos, nas suas contribuições teóricas e metodológicasdas quais muitos pesquisadores se valem para descrever o português brasileiro. Portanto, nunca será demais mencionar que Taralloexerceu um papel de extrema relevância, senão decisivo, no desenvolvimento dos estudos sobre a língua falada, de forma a criar aqui e ali adeptos de sua linha de pesquisa e o reconhecimento do seu legado aos estudos sobre a realidade linguística do Brasil, legado esse que o destacou/destaca como um dos maiores expoentes na área da Sociolinguística em nosso país.

Aqueles que foram agraciadoscomseu convívio ecom sua amizade atestam o exemplo de professor, de pesquisador e de ser humano que foi Tarallo,caracterizando-o como dedicado, compromissado, sério,sempre justo e humano. Assim, com os trinta e nove textos que compõem esse volume, os quais cruzam e entrecruzam distintas abordagens, é que homenageamos não só o cientista, o pesquisador, o linguista, o professor, mas também o Homem Fernando Tarallo.

Brindam-nos, portanto, os professores

Elizângela dos Passos Mendes, da Universidade Federal da Bahia, apresentando um estudo que objetiva descrever e analisar a flexão casual dos pronomes pessoais de primeira pessoa do singular e plural no português popular de Salvador, e assim contribuir com o desenho do perfil sociolinguístico da flexão de caso dos pronomes pessoais na Bahia.

Ricardo Bezerra Sampaio e Maria Risolêta Silva Julião, da Universidade Federal do Pará, com um estudo que intenta analisar as crenças e atitudes linguísticas cultivadas pelos pais de Belém (PA) no tocante ao uso dos pronomes de tratamento.

Cristiano da Silveira Longo e Stella Narita, da Universidade Federal da Grande Dourados, que apresentam um estudo em que se busca apresentar aos pesquisadores iniciantes uma revisão sintética acerca de possíveis modalidades técnicas de análise de conteúdo.

Tatiana Keller e Evellyne Patrícia Figueiredo de Sousa Costa, da Universidade de Santa Maria, investigando documentos escritos o século XIX, a fim de verificar indícios de instabilidade no que diz respeito ao sistema vocálico pretônico do português.

Tânia Ferreira Rezende, da Universidade Federal de Goiás, que procura trazer à luz uma discussão sobre a neutralização entre a fala rural e a fala urbana, a partir da descrição e análise da posição do adjetivo adnominal no SN, considerado como parte da mudança da ordem Adjetivo/Nome (AN) para a ordem Nome/Adjetivo (NA).

Edmilson José de Sá, Centro de Ensino Superior de Arcoverde, trazendo um estudo com que se pretende promover uma reflexão sobre a metodologia da pesquisa sociolinguística.

Letícia Reis de Oliveira, Taís Turaça Arantes, Marlon Leal Rodrigues e Nataniel dos Santos Gomes, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, que apresentam exemplos de pesquisa sociolinguística de línguas indígenas, de forma a demonstrarem que a sociolinguística considera além da língua em uso, fatores culturais, históricos e sociais. 

Aluiza Alves de Araújo e Brenda Kathellen Melo de Almeida, da Universidade Estadual do Ceará, que, fundamentados nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista, apresentam um artigo que objetiva analisar os fatores linguísticos e sociais que favorecem a realização do fenômeno da síncope nas palavras proparoxítonas no atlas linguístico paraibano.

Mary Aizawa Kato, da Universidade de Campinas, e Maria Eugenia Lammoglia Duarte, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trazendo um trabalho no qual buscam mostrar ser do domínio da morfologia flexional as distinções paramétricas entre o PE e PB.

Rebeca Louzada Macedo, da Universidade Estadual da Londrina, que apresentam uma pesquisa que tem o objetivo de diagnosticar a variação diatópica para o item lexical "semáforo", analisando as variantes para essa palavra no interior da região Sul.

Eliete Figueira Batista da Silveira e Silvia Carolina Gomes de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro, que, por meio de dados orais coletados em entrevistas realizadas na cidade do Rio de Janeiro, descrevem o comportamento das vogais médias seguidas de consoante nasal, com base em dados orais da década de 70, 90 e 2010. 

Marilda Alves Adão Carvalho, da Universidade Estadual de Goiás – Unidade de Quirinópolis, a qual com seu artigo, almeja apresentar uma análise comparativa de diferentes abordagens sobre as construções temporais em três obras de diferentes períodos históricos da língua portuguesa: Ephifanio Dias, Rocha Lima e Moura Neves.

Dame Ndao, da Université Cheikh Anta Diop – Senégal, o qual enfoca em seu estudo as razões do comportamento linguístico dos Pepels marcado por um pluralismo linguístico, as motivações da perda crescente de competência linguística da sua língua materna e o complexo linguístico que sofrem os Pepels do Senegal.

Loremi Loregian-Penkal e Luciane Trennephol da Costa, Universidade Estadual do Centro-Oeste, as quais analisam a regra variável de elevação da vogal média-alta anterior /e/, em posição postônica final, na fala de moradores da zona rural e descendentes de imigrantes eslavos, de Mallet, cidade localizada na região Centro-Sul do Paraná.

Tárcia Priscila Lima Dória e Valéria Rios Oliveira Alves, da Universidade Estadual de Feira de Santana,trazendo um artigo em que se busca analisar os usos do item tipo, bem como, da expressão tipo assim no português brasileiro, sob o enfoque da gramaticalização e da discursivização. 

Williams Jacob Ekou, da Université Felix Houphouet Boigny de Cocody, e Abidjan, Côte d’ivoire, que apresentam um artigo com objetivo de descrever expressões de movimento na linguaAgni, e, assim, fornecer mais informações sobre as investigações tipológicas sendo realizadas na expressão da trajetória e localização em línguas do mundo.  

Clóvis Frederico Ramaiana Moraes Oliveira, da Universidade Estadual da Bahia, e Norma Lucia Fernandes de Almeida, Universidade Estadual de Feira de Santana, que trazem uma discussão referenteàs andanças e sentidos de palavras migrantes e do próprio processo migratório campo/cidade, partindo da análise de um dicionário sertanejo (CARDOSO, 2012).

Arthur Barretto de Almeida Costa e Maria Cândida Trindade Costa de Seabra, da Universidade Federal de Minas Gerais, os quais investigam as relações entre a língua e a cultura através do estudo do conjunto dos antropotopônimos das sedes municipais atuais do estado de Minas Gerais.

Manuela Arcos Machado e Félix Valentín Bugueño Miranda, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,que apresentam um estudo com que se objetiva avaliar se o léxico do Diccionario de la Real Academia Española (2001) tem uma marcação cronológica consequente tanto com os critérios do próprio dicionário, quanto com os registros dos corpora. 

Thaís Polo Ferreira e Elza Sabino da Silva Bueno, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, as quais extraem e analisam as formas e/ou marcas de oralidade presentes nas obras “Caraí Ervateiro” e “Contos Crioulos” do escritor Hélio Serejo, sul-mato-grossense.

Patricia Damasceno Fernandes e Natalina Sierra Assêncio Costa, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, que, no texto “o combate ao preconceito linguístico,” discutem sobre o que é o preconceito linguístico, os problemas desencadeados por ele nas escolas brasileiras e possíveis soluções para uma mudança de visão de mundo do falante em relação à língua. 

Marcos Luiz Wiedemer, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que, revisando os principais pontos da história do latim e do português, apresenta os aspectos gerais do desenvolvimento de variação/mudança das preposições que complementam os verbos de movimento.

Maria Cecília de Magalhães Mollica e Camille de Miranda Fernandez,da Universidade Federal do Rio de Janeiro,as quais, no texto “O papel da funcionalidade na retração da mudança”, fornecem contribuições teóricas que possibilitam a compreensão de que os aspectos funcionais se sobrepõem a variáveis não linguísticas em processo de cancelamento de segmento travador de língua.

Dame Ndao, da Université Cheikh Anta Diop – Sénégal, procurando mostrar como através do método clássico da análise fonológica listámos 10 fonemas vocálicos breves em termos de localização ATR.

Analídia dos Santos Brandão, da Universidade Estadual da Bahia, que empreende uma análise dos traços linguísticos do português brasileiro oriundos de empréstimos tomados da língua Tupi desde o início da história brasileira, a partir da obra Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

Mileide Terres de Oliveira e José Leonildo Lima, da Universidade Estadual de Mato Grosso, que analisama variação da flexão verbal de número de placas e anúncios públicos da cidade de Cáceres-MT, fundamentado, portanto, nos postulados teóricos da Sociolinguística.

Isadora Massad Giani Pinheiro e Sebastião Elias Milani, da Universidade Federal de Goiás, que, com uma pesquisa de cunho tipológico, apresentam as possibilidades fonéticas do “O” ortográfico em Goiás.

Francisco Renato Lima e Maria Angélica Freire de Carvalho, da Universidade Federal do Piauí, que, sob a perspectiva do letramento, as quais analisam os resultados de duas experiências que envolvem os processos de ensino e aprendizagem, a prática pedagógica alfabetizadora e a sondagem das hipóteses de aquisição da leitura e escrita.

Elaine Marques Thomé Viegas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trazendo uma análise de construções locativas do tipo locativo + sintagma preposicional locativo em amostras de fala culta da cidade do Rio de Janeiro, em um estudo de tendência, verificando variáveis estruturais e sociais.

Sebastião Carlos Leite, da Universidade Estadual Paulista – São José do Rio Preto, que, no texto “Sobre camaleões e linguistas: um debate e muitas questões”, expõe um debate epistemológico entre Fernando Tarallo, de um lado, e José Borges Neto e Ana Lúcia de Paula Müller, de outro, publicado pela revista DELTA , nos anos de 1980 (1986, 1987 e 1988), posicionando-se a favor do ponto de vista defendido por Fernando Tarallo

Clarice Nadir Von Borstel, da Universidade do Centro Oeste, a qual, reverencia os estudos da diversidade linguística e a importância do tema sobre a variabilidade nas obras de Fernando Tarallo, na década de oitenta, em que se situa a configuração  mais significativa da produção intelectual do homenageado, antes de sua morte

Marcelo Alessandro Limeira dos Anjos, Meryane Sousa Oliveira e Maria Eduarda Carvalho dos Reis, da Universidade Federal de Piauí, apresentando um artigo que tem por objetivo analisar, fundamentado nos conceitos de Norma Padrão e de Norma Culta, conforme Faraco (2008), o emprego da preposição de, contraída ou não, em construções sintáticas com sujeito preposicionado em orações reduzidas de infinitivo.

Maurício Silva, daUniversidade Nove de Julho, que analisa a proposta de reforma ortográfica idealizada pela Academia Brasileira de Letras em 1907, destacando seus principais aspectos.

GladisMassini-Cagliari, Universidade Estadual Paulista, de Araraquara, a qual, no artigo “Três momentos da história da acentuação portuguesa”, examina o posicionamento do acento lexical em três momentos da diacronia do português: na sua origem latina, na época medieval e na contemporaneidade do Português Brasileiro, comparando-o com o Português Europeu.

Mary A. Kato, da Universidade de Campinas (UNICAMP) e Jario Nunes (USP) apresentam um estudo, no qual argumentam que os três tipos de relativas documentados por Tarallo envolvem todos movimentos sintáticos. Os argumentos se fazem fundamentados numa reinterpretação da análise das relativas de Kato (1993b) para o português brasileiro dentro da abordagem de Kayne (1994) em termos de relativização por alçamento. 

Amanda dos Reis Silva, da Universidade Federal da Bahia, com base nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), traça uma discussão sobre aspectos pertinentes  à observação da variação sociolinguística.

Ricardo Cavaliere, da Universidade Federal Fluminense, quediscorre sobre as origens da Sociolinguística, com referência aos fatores de caráter historiográfico que deram oportunidade a seu surgimento como área específica da Linguística no século XX. 

Dayse de Souza Lourenço, da Universidade Estadual de Londrina, que apresenta uma resenha do capítulo III “Comportamentos e atitudes”, da obra de Calvet (2002), Sociolingüística: uma introdução crítica.

Antonio Carlos Santana de Souza, da Universidade Estadual de mato Grosso do Sul, que traz a resenha de três textos considerados por ele de relevância em sua formação sociolinguística, sendo esses textos de obras de Tarallo e Duarte (1998); Tarallo e Kato (1989) e de Tarallo (1990).

 

Campo Grande-MS, maio de 2014.

 

Profa. Ms. Marilda Alves Adão Carvalho

Universidade Estadual de Goiás – Unidade de Quirinópolis

Doutoranda em Estudos Linguísticos – UFU

 

 

Periodicidade: Quadrimestral

  

B4

 

 

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