Volume 6 Edição nº 16 - Julho/2015 | ISSN 2178-1486
Apresentação

Web-Revista SOCIODIALETO

www.sociodialeto.com.br

Núcleo de Pesquisa e Estudos Sociolinguísticos, Dialetológicos e Discursivos - UEMS (NUPESDD-UEMS)

 http://www.gpesd.com.br/

 Mestrado em Letras • UEMS / Campo Grande

  ISSN: 2178-1486

 

Prezados leitores e leitoras!

Neste número a Web-Revista SOCIODIALETO nos apresenta a temática sobre as “Tendências atuais da pesquisa em Sociolinguística e Dialetologia”, cujo intuito é divulgar estudos e pesquisas que concebem a língua e sua relação intrínseca com a diversidade de aspectos socioculturais, históricos e geográficos no contexto atual brasileiro.

Assim, fazem parte dessa edição os trabalhos na sequência descritos.

Em A influência de adstratos do Espanhol no léxico da Língua Portuguesa, os autores Patricia Damasceno Fernandes, Miguél Eugenio Almeida e Natalina Sierra Assêncio Costa apresentam um panorama histórico da língua portuguesa e espanhola, como também discorrem acerca do fenômeno dos empréstimos linguísticos na nossa língua, mediante a análise de um corpus de 100 verbos encontrados em dicionários que são de origem espanhola. A pesquisa destaca a necessidade da renovação de uma língua como fator de sua manutenção.

No artigo intitulado A percepção do indivíduo bilíngue hunsriqueano-português sul-riograndense em relação ao seu bilinguismo no Oeste de Santa Catarina, as pesquisadoras Daniele Klein e Cristiane Horst analisam determinadas características do bilinguismo, precisamente, a percepção de elementos das línguas de indivíduos bilíngues em contextos de língua minoritária de imigração. Para tanto, essa pesquisa pauta-se nos pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia Pluridimensional e vale-se de dados do projeto ALMA-H em relação aos falantes bilíngues de quatro cidades situadas no oeste catarinense.

Michelle de Chiara Ferreira e Nataniel dos Santos Gomes no texto intitulado A semântica e os PCNs: observações segundo a Teoria de Pottier nas vozes verbais, refletem sobre a teoria das vozes verbais atestada em vários livros didáticos dos ensinos fundamental e médio, a partir da análise de dez ditos populares, os quais privilegiam, em contrapartida apenas o enfoque estrutural, desconsiderando o aspecto semântico.

No texto seguinte, as autoras Letícia Lucinda Meirelles e Márcia Maria Cançado Lima em A variação das regências dos verbos namorar e assistir no português falado em Belo Horizonte, apresentam estudo sociolinguístico da variação das regências desses verbos no português falado nessa cidade. Para tanto, analisam a fala de 20 informantes, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista.

Karilene da Silva Xavier e Carolina Ribeiro Serra colaboram com o artigo intitulado As pronúncias do R nas vozes dos intérpretes Vicente Celestino e Francisco Alves, o qual trata de um estudo com base na sociolinguística quantitativa acerca das realizações do rótico em posição de coda silábica final, verificados em diversos gêneros musicais brasileiros  interpretados por dois músicos cariocas no período compreendido entre os anos de 1914 a 1960.

Edmilson José de Sá em Atlas Linguístico de Pernambuco: consolidação de um projeto, apresenta um trabalho de variação dialetal no contexto pernambucano, considerando os pressupostos teóricos da Dialetologia e da Geolinguística para análise das 105 cartas linguísticas que compõem o atlas linguístico nesse estado. Nesse sentido, mostra alguns aspectos registrados no corpus proveniente dos inquéritos feitos nos vinte pontos distribuídos entre os municípios desse estado.

No artigo seguinte, os autores Flavio Biasutti Valadares e Mariana Fernandes dos Santos em Baianês: regionalismo na perspectiva sociolinguística e cultural, analisando dez termos típicos do sul da Bahia coletados no Dicionário de Baianês e utilizando como fundamentação a Teoria da Variação e Mudança Linguística associada à Lexicologia, demonstram que existem diversos vocábulos específicos e características nesse contexto sociocultural, assim como são termos de uso irrestrito no perímetro baiano e nordestino.

O texto Distribuição Geossociolinguística do item lexical “corcunda” nos dados do Atlas Geossociolinguístico quilombola do Nordeste do Pará (AGQUINPA): imagens preliminares, proposto pelos autores Marcelo Pires Dias e Marilúcia Barros de Oliveira, apresenta resultados preliminares da variação do item lexical ‘corcunda’ a partir de um levantamento feito nas comunidades denominadas de remanescentes de quilombo localizadas na mesorregião Nordeste do Pará e com base nos pressupostos da Dialetologia.

No texto intitulado Estudos onomásticos: uma análise de nomes de logradouros campo-grandenses, Patricia D. Fernandes, Taís T. Arantes, Natalina S. Assêncio Costas e Nataniel dos Santos Gomes, com base nos pressupostos da toponímia, verificam qual a classificação dominante dos processos toponímicos existentes num corpus de 66 nomes de ruas na cidade de Campo Grande/MS, por sua vez de etimologia indígena e coletados no site nacional dos Correios.

Leandro Almeida dos Santos e Marcela Moura Torres Paim colaboram com o artigo intitulado Menstruação na Bahia: um estudo em dois tempos distintos, o qual trata de uma análise sincrônica, em duas épocas distintas, das variantes que nomeiam a causa fisiológica das mulheres ao perderem o sangue todos os meses utilizadas por falantes em nove localidades no contexto baiano. Para tanto valem-se dos dados do Atlas Prévio dos Falares Baianos e do Projeto Atlas Linguístico do Brasil, assim como da Sociolinguística e da Dialetologia Pluridimensional, com intuito de apurar as possíveis variações e mudanças sofridas na língua acerca desse item lexical.

O texto Nós e a gente na fala de alunos de escola pública, proposto pela autora Diana Pilatti Onofre, reflete sobre como os membros de uma comunidade escolar da periferia de Campo Grande/MS, utilizam a primeira pessoa do plural na modalidade oral da língua, a partir da análise sob a perspectiva da Sociolinguística. Os dados demonstram que, dentre as variedades ‘nós’ e ‘a gente’ mesmo ambas estando em porcentagens equilibradas, ocorre uma maior utilização da variedade ‘a gente’.

No trabalho seguinte as autoras Débora Lopes do Carmo e Aluiza Alves de Araújo abordam em Os verbos botar e colocar no falar culto de Fortaleza: uma fotografia sociolinguística, um estudo acerca da variação no uso desses verbos sob perspectiva variacionista, partindo do corpus Português Oral Culto de Fortaleza, com intuito de analisar os condicionamentos linguísticos e extralinguísticos que interferem na realização do verbo botar.

Prosódia e Dialetologia do Maranhão: um breve panorama, de autoria de Gizelly Fernandes Maia dos Reis Soares é um artigo que se situa no âmbito dos estudos de prosódia dialetal do Português do Brasil, cujo intuito é descrever os comportamentos entoacionais possíveis em enunciados interrogativos neutros do tipo questão total de São Luís e de Alta Parnaíba, a partir de dados existentes no Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), no município de São Luís/MA.

Em Recontos do PNBE 2012: o papel do mediador na formação de leitores, Elesa Vanessa Kaiser da Silva apresenta um estudo voltado ao acervo do PNBE distribuído às escolas brasileiras no ano de 2012 para a Educação Infantil e Anos Iniciais e conclui que tais obras promovem a releitura de contos de fadas e de obras consideradas clássicas na Literatura Infantil.

As autoras Andréia C. Mouzinho, Evelim M. dos Santos, Gabriela R. B. dos Santos, Jayna K. de Souza Santos e Maria do Perpétuo S. C. da Silva no artigo Sociolinguística: uma análise de fenômenos linguísticos na fala de homens residentes em Belém, analisam sob os pressupostos da Sociolinguística, a ocorrência de oito fenômenos linguísticos e a frequência com que eles ocorrem na fala de quatro sujeitos homens, analfabetos e com idade superior a cinquenta anos, que moram na cidade de Belém.

O artigo Um estudo sobre a variação no léxico do português brasileiro, de autoria de Marcela Moura Torres Paim, investiga, com base na Geolinguística Pluridimensional, como a linguagem de indivíduos apresenta marcas linguísticas específicas que constroem, mantêm e projetam a identidade de faixa etária em inquéritos do Projeto Atlas Linguístico do Brasil, a partir da utilização do léxico relativo ao campo semântico vestuário e acessórios. 

Mateus Henrique do Amaral e Danielle Máximo Plens Pinelli, no texto Um recorte da variação linguística nas redes sociais digitais: o dialeto nordestino do bode gaiato e o gauchês da página @_RioGrandedoSul, objetivam apresentar uma análise sobre as variações linguísticas presentes nas redes sociais da web, precisamente no Facebook e no Twitter. Com base nos pressupostos teórico-metodológica da Sociolinguística Variacionista, demonstram o modo como essas publicações ilustram as variações na língua dos dialetos regionais nesses distintos contextos brasileiros.

O texto Uma abordagem sociodialetológica do fenômeno do rotacismo no município de Itajubá-MG, proposto pelos autores Valter Pereira Romano e Cecília Godoi Fonseca, refletem sobre o fenômeno fonético-fonológico do rotacismo, a partir dos aportes teórico-metodológicos da Dialetologia e da Sociolinguística, identificado em informantes naturais da cidade de Itajubá, sul do Estado de Minas Gerais.

Em Variação lexical para “cigarro de palha” e “toco de cigarro” no Amapá, Romário Duarte Sanches e Abdelhak Razky objetivam mostrar as variantes linguísticas, para os itens lexicais cigarro de palha e toco de cigarro, encontradas no corpus do projeto Atlas Geossociolinguístico do Amapá e compará-los com os dados publicados no Atlas Linguístico do Brasil, considerando os pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia Pluridimensional.

Por fim, o texto intitulado Variação, mudança e ensino: algumas considerações, de autoria de Bárbara Bezerra de Santana Pereira, apresenta um breve resgate da trajetória da Sociolinguística e de seus principais fundamentos, assim como reflete sobre as suas contribuições no campo do ensino, na interface teoria e prática docente.

Desejamos a todos uma boa leitura e, em especial, agradecemos aos autores que colaboraram com mais um volume da Web-Revista SOCIODIALETO.

 

 

Campo Grande-MS, julho de 2015.

Cristiane Schmidt

Doutoranda em Letras/UNIOESTE

 

 

NESTA EDIÇÃO

 

A INFLUÊNCIA DE ADSTRATOS DO ESPANHOL NO LÉXICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

1 - 28

A PERCEPÇÃO DO INDIVÍDUO BILÍNGUE HUNSRIQUEANO-PORTUGUÊS SUL-RIOGRANDENSE EM RELAÇÃO AO SEU BILINGUISMO NO OESTE DE SANTA CATARINA

29 - 68

A SEMÂNTICA E OS PCNs: OBSERVAÇÕES SEGUNDO A TEORIA DE POTTIER NAS VOZES VERBAIS

69 - 93

A VARIAÇÃO DAS REGÊNCIAS DOS VERBOS NAMORAR E ASSISTIR NO PORTUGUÊS FALADO EM BELO HORIZONTE

94 - 118

AS PRONÚNCIAS DO R NAS VOZES DOS INTÉRPRETES VICENTE CELESTINO E FRANCISCO ALVES

119 - 145

ATLAS LINGUÍSTICO DE PERNAMBUCO: CONSOLIDAÇÃO DE UM PROJETO

146 - 160

BAIANÊS: REGIONALISMO NA PERSPECTIVA SOCIOLINGUÍSTICA E CULTURAL

161 - 177

DISTRIBUIÇÃO GEOSSOCIOLINGUÍSTICA DO ITEM LEXICAL “CORCUNDA” NOS DADOS DO ATLAS GEOSSOCIOLINGUÍSTICO QUILOMBOLA DO NORDESTE DO PARÁ (AGQUINPA): IMAGENS PRELIMINARES

178 - 201

ESTUDOS ONOMÁSTICOS: UMA ANÁLISE DE NOMES DE LOGRADOUROS CAMPO-GRANDENSES

202 - 218

MENSTRUAÇÃO NA BAHIA: UM ESTUDO EM DOIS TEMPOS DISTINTOS

219 - 260

NÓS E A GENTE NA FALA DE ALUNOS DE ESCOLA PÚBLICA

261 - 281

OS VERBOS BOTAR E COLOCAR NO FALAR CULTO DE FORTALEZA: UMA FOTOGRAFIA SOCIOLINGUÍSTICA

282 - 297

PROSÓDIA E DIALETOLOGIA DO MARANHÃO: UM BREVE PANORAMA

298 - 315

RECONTOS DO PNBE 2012: O PAPEL DO MEDIADOR NA FORMAÇÃO DE LEITORES

316 - 327

SOCIOLINGUÍSTICA: UMA ANÁLISE DE FENÔMENOS LINGUÍSTICOS NA FALA DE HOMENS RESIDENTES EM BELÉM

328 - 350

UM ESTUDO SOBRE A VARIAÇÃO NO LÉXICO DO PORTUGUÊS BRASILEIRO

351 - 370

UM RECORTE DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NAS REDES SOCIAIS DIGITAIS: O DIALETO NORDESTINO DO BODE GAIATO E O GAUCHÊS DA PÁGINA @_RioGrandedoSul

371 - 394

UMA ABORDAGEM SOCIODIALETOLÓGICA DO FENÔMENO DO ROTACISMO NO MUNICÍPIO DE ITAJUBÁ-MG

395 - 413

VARIAÇÃO LEXICAL PARA “CIGARRO DE PALHA” E “TOCO DE CIGARRO” NO AMAPÁ

414 - 426

VARIAÇÃO, MUDANÇA E ENSINO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

427 - 437

 

 

Avaliação do Qualis CAPES

 

ÁREA CAPES - Letras/Linguística                             ÁREA CAPES - Interdisciplinar 

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A Web-Revista SOCIODIALETO a partir de Fevereiro de 2012 está indexada no DOAJ - Directory of Open Access Journals, base de pesquisa mantida pela Lund University, da Suécia.

Neste 6º Volume Número 16 agradecemos aos nossos Colaboradores que fazem essa Web-Revista por meio de seus textos/artigos.

Para cumprir determinação dos Indexadores houve a correção dos números de volumes e edições. Cada Volume refere-se ao ano da Revista e a Edição refere-se à Publicação dentro daquele ano.

  

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